Rabi Yehuda Berg
Para ocultar a Luz Flamejante do Mundo Infinito - e para criar o pequeno ponto no qual o nosso universo viria a nascer - uma série de dez cortinas foram erigidas.

Cada cortina sucessiva reduzia mais a emanação da Luz, transformando gradualmente o seu brilho, até quase chegar à escuridão.
Essas dez cortinas criaram dez dimensões distintas.

Uma vela acesa não emite luz nenhuma se ao fundo estiver um dia de sol brilhante.
Mas num estádio de futebol escuro, até mesmo uma única vela é claramente visível.
Era essencial que uma área de escuridão viesse a existir para nos transformar de recebedores passivos em seres que genuinamente fizeram por merecer e criaram a sua Luz e a sua plenitude.

Este é o propósito das cortinas ou dimensões.

Um quebra-cabeça só pode ser um quebra-cabeça se existe um espaço separando as peças individuais e se existe um tempo para remontá-lo.

O Mundo Infinito é um âmbito sem Tempo e Espaço;
por isso a Luz tinha que criar esses conceitos.

Isto ocorreu automaticamente quando a Luz foi ocultada pelas dez cortinas.
Escurecer a Luz significava obscurecer seus verdadeiros atributos: se existe Luz de um lado da cortina, a escuridão deve se materializar do outro lado quando uma cortina bloqueia a Luz.

Da mesma forma, se a ausência de Tempo é a realidade de um lado da cortina, a ilusão do Tempo é criada do outro lado.
Se existe uma ordem perfeita de um lado da cortina, existe caos na outra dimensão.
Se existe totalidade e Unidade Absoluta de um lado da cortina, há, então, Espaço e as Leis da Física do outro lado.
Se Deus é uma realidade e Verdade Absoluta de um lado da cortina, a ausência de Deus e o ateísmo são a realidade do outro
lado.
Sendo assim, os ateus estariam certos em seu ponto de vista de que não existe nenhum Deus.
E o objetivo aqui é transcender todas as expectativas e descobrir a mais elevada Verdade.
Bem-vindos ao nosso mundo de escuridão!

As dez dimensões originais passaram por uma contração súbita, em preparação para o nascimento do nosso universo.

Seis das dez dimensões se embaraçaram, tornando-se uma só, e são conhecidas coletivamente como o Mundo Superior.
Esta contração, de acordo com o cabalista do século VII,
Moisés Nacman, é o segredo cabalístico por detrás da frase,
“Seis Dias da Criação”.
Porque um Criador Todo-Poderoso necessitaria de uma quantidade qualquer de tempo para criar um universo?
É claro que Deus poderia fazer surgir um universo em menos de um nanossegundo!
É óbvio que os Seis Dias da Criação não tinham absolutamente nada a ver com o conceito de Tempo conforme nós o conhecemos.
Trata-se de um Código para a união de seis dimensões em uma.
As outras quatro dimensões restantes, são as precursoras de nosso universo tridimensional e da quarta dimensão de Espaço-Tempo (na quarta dimensão, não existe o Espaço-Tempo).
Por chegarem às mesmas conclusões quanto à compactação das seis dimensões, os físicos criaram a Teoria das Supercordas.
De acordo com esta teoria, nosso universo é formado de laços minúsculos que vibram. Diferentes vibrações criam diferentes partículas de matéria, assim como as diferentes cordas de uma guitarra produzem diferentes sons musicais.
Dr.Michio Kaku, físico renomado, diz:

O Universo é uma sinfonia de cordas vibrando. E quando cordas se movem num Espaço-Tempo de dez dimensões, elas distorcem o Espaço-Tempo ao seu redor, precisamente da maneira predita pela relatividade geral. Os físicos resgatam o nosso Universo mais familiar de quatro dimensões, assumindo que, durante o Big Bang, seis das dez dimensões se enrolaram (ou "compactaram") e se tornaram uma pequena bola, enquanto as quatro dimensões restantes se expandiram explosivamente, gerando, assim, o Universo que observamos.
Essa Teoria introduziu no mundo da física uma nova área na matemática. Algo de tirar o fôlego. Para os seus críticos, ela margeia a ficção científica.
São surpreendentes e intrigantes as semelhanças observadas entre a Cabala e a Teoria das Supercordas.
"É estranho", disse o Dr Kaku, "como os números mágicos da física e a teoria do campo unificado são encontrados na Cabala!"

(trechos retirados do livro "O Poder da Cabala" de Rabi Yehuda Berg)